Biscoito vegano de banana e aveia (sem farinha de trigo)

21 de maio de 2016

biscoitos veganos de banana e aveia sem farinha de trigo









Saudades de compartilhar comidinhas por aqui (=. Essa receita eu peguei do canal/blog Presunto Vegetariano e você também pode pegá-la clicando aqui. No meu post vou contar o que achei dela e algumas pequenas modificações que fiz.

biscoitos veganos de banana e aveia sem farinha de trigo


Como a Paula bem disse no vídeo, esse é um biscoito macio e não crocante como os cookies tradicionais e não só eu como todos aqui em casa adoramos o resultado.

biscoitos veganos de banana e aveia sem farinha de trigo


A única coisa que mudei foi colocar gotas de chocolate, ameixas secas picadas e amêndoas doces trituradas no lugar das uvas passas e castanhas-do-Pará como pede a receita original.

Outra coisa boa, é que como as uvas passas, as ameixas, as gotas de chocolate e até mesmo a banana já são bem doces, não há necessidade de adicionar açúcar. O paladar do pessoal aqui super aprovou ♥.

biscoitos veganos de banana e aveia sem farinha de trigo


















Fiz duas receitas que renderam uns 30 biscoitos desse tamanho mostrado nas fotos. Guardei num potinho na geladeira e levei no dia seguinte pra comer na faculdade e adorei. Próxima receita vai ser um bolo  m a r a v i l h o s o  de maçã, banana e canela ♥. Beijas!

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e essa vida de preta

16 de maio de 2016




















Não tá sendo fácil essa vida. 

Ao mesmo tempo que quero estar ciente do que está acontecendo no mundo em relação aos meus irmãos pretos, ser bombardeada com notícias todos os dias de que a situação tá bem branca pro nosso lado, não é nada legal. Não é nada saudável.

E tudo isso de lutar, desconstruir, viver sendo mulher e preta, é desgastante. Só de pensar em escravidão, em objetificação e hipersexualização da mulher negra, black face, apropriação cultural, solidão da mulher negra, brancos que não enxergam seu lugar de privilégio na sociedade e ficam cheios de choro por aí, ficar ouvindo gente branca falando "nego isso, nego aquilo" toda hora, a fetichização da pobreza e a glamourização da periferia, genocídio do povo preto, negros que vivem falando mal da mulher negra e não se relacionam com elas, essa coisa péssima chamada colorismo, a Lil Kim toda embranquecida literalmente com a pele bem mais clara e nariz afinado vs Kylie Jenner (e família) apropriadora de culturas, buscando as características e cultura da mulher negra e sendo aclamada por isso, enquanto essas mesmas características que são naturalmente das minhas irmãs pretas são vistas como algo feio, sujo, obsceno.

Ai, que merda de mundo.

Às vezes eu fico pensando: porra, eu aqui me tornando mulher preta, afinal, nasci em um mundo que me embranqueceu e só depois de anos fui me reconhecer preta e com orgulho e linda. Eu aqui que demorei pra assumir meu cabelo crespo e volumoso porque ele sempre foi visto como desarrumado, feio, bagunçado, desapropriado, mas que agora é legal, "tá na moda" usar o cabelo assim, né? A autoestima da gente que é prete que já começa lá no pé. Eu aqui vendo homens negros, refugiados sendo espancados por serem como são, enquanto gringos brancos de olhos claros tem uma recepção maravilhosa. Eu aqui ainda tendo que escutar gente querendo me embranquecer me chamando de morena, moreninha ou mulata...O cotidiano se torna cansativo, me exausta, me faz chorar, me deixa nervosa em ver a quantidade de pessoas que simplesmente escolhem fechar os olhos para toda essa problemática.
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Douglas Belchior, professor de história, blogueiro, membro da Uneafro-Brasil em entrevista ao programa Provocações da TV Cultura:

"Eu queria gastar meu sábado com os meus filhos. Eu queria poder não ter que me preocupar porque existe racismo no Brasil, o ideal seria que a Uneafro não precisasse existir. Que os movimentos, as lutas sociais por direito à educação não precisassem existir.

E a gente não faz isso por hobby ou porque é bonito fazer ou porque quer aparecer, mas pela necessidade de lutar para que isso um dia se faça verdade, se faça real. Isso é um sonho, poder viver, poder usar do nosso tempo pra viver e usufruir do que a vida tem de bom, porque é isso que a periferia quer, é isso que todas as pessoas desejam."

Abujamra: O que é ser negro no Brasil?

"É resistir a uma opressão racista permanente continuada [...] é resistir, é sobreviver e é reinventar a vida a cada dia."
Essa é vida de pretos e pretas.

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